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14 de Outubro de 2019

STF permite promoção de crenças no ensino religioso em escolas públicas

Kleber Madeira Advogado, Advogado
há 2 anos


Seis ministros votaram para educador ter liberdade de pregar a fé e cinco votaram para impedir professor de promover crenças. Com decisão, todos os modelos de ensino continuam permitidos.

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira (27) permitir que professores de ensino religioso em escolas públicas promovam suas crenças em sala de aula.

No julgamento, iniciado em agosto e finalizado nesta quarta-feira, somaram-se 6 ministros, entre os 11 integrantes da Corte, favoráveis à possibilidade do modelo “confessional”. Nessa modalidade, os professores lecionam como representantes de uma religião, com liberdade para influenciar os alunos.

Veja na tabela abaixo quais ministros votaram a favor do modelo "confessional" e quais votaram contra:

3 Comentários

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Quero ver como as escolas farão para ensinar todas as religiões, crenças e descrenças para todos que se declararem como tal. Ah sim... não irão fazer: o importante é ensinar o catolicismo e algumas denominações cristãs, ou no máximo o judaísmo e alguma religião de matriz africana, e o resto não importa! Essa é a “laicidade à brasileira” que o STF acabou de chancelar...

Uma mancha na história do Supremo! continuar lendo

Qual religião ensinar com o uso do dinheiro de todos?

"Ah, a maioria é cristã..." OK, mas e quem não for, porque deve pagar por isto?

Sinceramente? As escolas públicas não ensinam nem o fundamental, alguém acha mesmo que irão ensinar religião? continuar lendo

Crer ou não, seguir ou não determinada religião, pressupõe juízo personalíssimo de cada um, ensino religioso nas escolas é um verdadeiro absurdo.... Não é papel de um Estado promover ensino religioso, ainda que facultativo. Quem dará aulas? Será respeitada a laicidade nestas aulas? Conseguirá um professor que tem sua própria religião se afastar dela no momento da aula a ponto de não "puxar a sardinha para sua brasa"? Seria o ideal, mas duvido muito. Lamentável continuar lendo